PCMG apreende celulares e notebooks de suspeitos de tortura em Montes Claros
Uma investigação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) sobre caso de tortura, registrado há duas semanas, resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão contra um homem e uma mulher, ambos de 21 anos, em Montes Claros, Norte do estado, nesta quarta-feira (28/1). Os celulares e notebooks dos alvos foram recolhidos e serão periciados. O crime ocorreu em novembro do último ano, quando um homem, de 21 anos, ex-namorado da suspeita, foi agredido e sofreu lesões provocadas por ferro de passar em alta temperatura e chapinha de cabelo. Ainda segundo relatado, a vítima teve os pulsos e os calcanhares amarrados, foi amordaçada e atingida com socos.
Dos fatos
A vítima informou que teve um relacionamento com a investigada por aproximadamente dois anos e que, após o término, continuaram a morar no mesmo local, dividindo despesas e aluguel. No dia dos fatos, o homem já não residia mais no imóvel, mas teria ido ao apartamento para buscar alguns pertences, ocasião em que houve a agressão. Passados alguns dias, a vítima procurou a PCMG para representar contra a ex-companheira e o amigo dela. Contudo, naquele momento, o homem não mostrou as lesões, sob a alegação de ter sido ameaçado de morte pela dupla, caso ele contasse os fatos para alguém ou procurasse a polícia.
Desdobramentos
As lesões, porém, infeccionaram e a vítima teve que ser hospitalizada, chegando a ficar mais de 20 dias internada. No último dia 13, ela retornou à delegacia para pedir providências contra os suspeitos e detalhou como foi agredida. Diante da situação, a Polícia Civil representou à Justiça pelas medidas cautelares cumpridas hoje. As investigações prosseguem com a análise do material apreendido, e os laudos da perícia médico-legal também serão juntados ao inquérito. Segundo a delegada Monique Bicalho, da 1ª Delegacia em Montes Claros, os elementos obtidos até então indicam para a prática de tortura. “Um crime hediondo, e os investigados podem responder pelo crime de tortura com qualificação em virtude das lesões corporais graves sofridas pela vítima”, finaliza. (Informações Assessoria Polícia Civil)
